Como escolher: seguro de saúde ou cartão de saúde?

No momento de repensar a sua proteção na saúde, ou de escolher um seguro para complementar o apoio do serviço nacional de saúde, muitos consumidores confundem os conceitos de seguro de saúde e de cartão de saúde. Convém clarificar: o indicado para si depende de muitas variáveis, não é necessariamente um ou outro. Perceba o que é preciso para o seu caso específico.

Quais os critérios base a seguir?

Como a oferta no mercado se multiplica, há muitas pessoas com motivos válidos para indecisões, até porque, com a idade, as necessidades em saúde mudam e os agregados familiares alteram-se.

O termo ‘cartão’ pode aparentar ser algo menos concreto ou sólido, face a um seguro. Mas tudo isso depende sempre das suas prioridades, história clínica, orçamento, agregado familiar, idade ou nível de urgência.

Dito de forma generalista, podemos dizer que o seguro de saúde pode ter uma maior abrangência, embora tenha que ter em consideração o que efetivamente este cobre. É preciso ter em mente os habituais períodos de carência das coberturas de ambulatório, que podem não responder a uma necessidade imediata.

Um bom critério para se guiar é perceber quanto é que gasta por ano na sua saúde e quantas vezes tenciona ir ao médico sem ser numa urgência. Se considera que apenas faz umas análises por ano e uma ou outra consulta de especialidade pode compensar um cartão de saúde, uma vez que lhe permite ter acesso a valores convencionados num conjunto de clinicas pertencentes à rede do prestador.

Se prefere ter acesso a consultas mais baratas quando vai usar (15€), internamento em acidente ou doença, ou mesmo exames como uma TAC que podem ser muito caros sem seguro, o valor do prémio mensal do seguro poderá compensar. Qualquer um deles pode sempre servir de complemento ao Sistema Nacional de Saúde.

Como distinguir?

Podemos dizer que os seguros de saúde são planos com um limite de capital associado, em que é a seguradora que paga parcialmente os cuidados de saúde, diretamente aos prestadores, quando efetuadas dentro da rede, ou reembolsa a pessoa segura das despesas efetuadas fora da rede.

Há uma seguradora que assume o risco, sempre que incluído nas condições gerais e são titulados por uma apólice de seguro. Adequam-se a quem procura o acesso a hospitalização, a ambulatório, a determinado tipo de tratamento ou mesmo a assistência em caso de doenças graves. Ainda assim, é preciso ter presente que o acesso a estes cuidados depende do seu contrato e do plafond que estipular à partida, podendo sempre ter acesso a uma rede para valores convencionados quando o plafond terminar.

Os cartões de saúde permitem o acesso a uma rede de cuidados médicos com desconto. Não há exclusões, limites de idade ou plafonds porque é o consumidor que paga tudo do seu próprio bolso, mas com um desconto.

Dispensam, ao contrário dos seguros de saúde, limite de idade, períodos de carência, exclusões por doença anterior, co-pagamentos, e ainda franquias. São produtos menos dispendiosos, têm menos implicações e são importantes para muitos consumidores, pelo fator preço, facilidade e idade, já que a partir de determinada idade avançada pode ser difícil estar protegido.

Para decidir, responda a estas perguntas:

  • em que situações gasta dinheiro com saúde (observe o IRS dos últimos anos)?
  • sofre de alguma doença complexa ou crónica?
  • tem filhos ou pensa ter nos próximos anos?
  • Tem previsão de cirurgias no seu historial clínico nos próximos anos?
  • quer um serviço que cubra emergência?
  • qual o orçamento para adquirir um seguro/cartão de saúde sem pôr em risco as suas finanças pessoais?

Consoante as respostas que obtiver vai, seguramente, perceber se precisa de uma proteção mais simples ou mais completa, e poderá escolher o que mais se adequa à sua situação ou à de familiares.

Tem dúvidas?

Não se esqueça de que, antes de tomar a decisão, vale a pena simular tanto um seguro como um cartão de saúde e esclarecer todas as suas dúvidas: perceba sempre se está protegido; se com poucos euros por mês pode aumentar a sua proteção, ou mesmo se as coberturas dos seguros que já tem são excessivas ou desadequadas à sua situação.

O mercado está sempre a melhorar a oferta, e os consumidores devem procurar sempre fazer a escolha acertada, a cada momento, e defender os seus interesses e as suas finanças pessoais. Estamos à sua inteira disposição. Não hesite em contactar um Mediador Una ou enviar um pedido de contacto.